quinta-feira, 29 de outubro de 2009

umadroga

sou eu aqui
você aí
tão bem quanto se espera estar
eu prometi
até o fim
se eu pudesse eu iria ficar
mas vai
se quiser pode ir

é, vai
o tempo passou
mesmo pra quem já se acostumou
e eu mudei e eu cansei e eu deixei
deixei tudo o que você gostou
aqui em algum lugar
vem, volta, vem, vem procurar

o que já achou em mim
então é assim
ou como é que vai ser agora?
bem, me diz
você sabe sim
o que dizer pra ir embora
essa sua ausência,
essa pouca história
vai, se quiser pode ir

e, é, vai
o tempo passou
mesmo pra quem já se acostumou
e eu mudei e eu cansei e eu deixei
deixei tudo o que você gostou
aqui em algum lugar
se quiser até pode ir
mas volta e vem procurar por mim

sábado, 10 de outubro de 2009

closed for you

esferas de memórias
as tantas histórias
escondidas em sussurros
à noite sempre em prantos
o que se esconde no grito mudo
é simplesmente deixado em branco

papeis rabiscados e manchas borradas
é apenas mais o fim de uma jornada
recolhe os lençóis e os dias que passaram
arrumar a cama, que te deixaram
que desarrumaram

os cacos, os vidros, as falhas
as farpas, os dedos, os machucados
sempre mais um pouco mais
entrar e sair do mesmo quarto
e arrumar a cama fria
a cama que te deixaram vazia

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

soooono , sim, acabou-se por hoje

Só pra dizer, boa noite outra vez...
E voltar amanhã, pra você.

sono parte dois suahisuhaiuhsiaus

páginas abertas, roupas viradas do avesso
bem como eu
não é ruim, quando se mostra tão bom

já abri e fechei os olhos por puro devaneio
tão pintado como seu
paixões são devassas e tão passageiras

deixei me levar por essas mãos, sem dono
trilhar caminhos pelas marcas deixadas por aqui
seguindo por querer saber se é aí, ou alí
quem sabe lugar nenhum seja meu destino final
pelo menos é um endereço fixo, sem número,
só pelo acaso de me sentir um pouco banal

há mesmo um vencedor entre aqueles que sofrem?
são decisões tomadas pela própria desordem
por medo de mudar, acaba mudando
se tornando algo que nem sabe o que é

há mesmo um vencedor entre aqueles que choram?

sono...

repassei até me esquecer
e lembrar mais uma vez, sem querer
te fiz e refiz, deixei o tempo continuar
seguir por uma linha imaginária
tão perfeita, sem milimetragens

é saudade de sentir o sufoco
contar os dias incontáveis, sem pressa
marcar as horas que já se passaram
quem dera fazer das ilusões
verdades incontestáveis
e dizer que o que pulsa
está vivo, sem confusões

me pego no vazio do passado
aquele que deixei em branco
sem viver, apenas no pensamento
me apego aos erros sentimentais
nos fragmentos em que me agarro
que me desfaço, que me encontro
sempre na sua voz

quem me dera fazer dos sonhos
lembranças para poder lembrar

antialérgicoseinspirações

palpites errados, mal passados
bem temperados, desesperados
qualquer ruído te desperta
como um alerta, sem sono

o que pra você ainda vive
já morreu há muito em mim

O que seria isso em seus olhos
quando te olho?
me desloco pra fora daqui
de dentro do meu corpo
tolo, cheio de desgosto
procuro rostos
conhecidos, desaparecidos
esquecidos
algum que te lembre a mim

o que pra você ainda vive
já morreu há muito em mim

o que pra você ainda existe
já se perdeu por mim

o que pra você ainda queima
já se apagou dentro de mim

um vento tolo, infinitamente
sem fim

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eu sei tudo sobre você, você só não sabe por onde começar

Eu te pagaria pra viver
com seus laços azuis
amarrados, atados
olhos acostumados

Eu te pagaria pra viver
nas noites mais comuns
risos e mundos
somente seus, somente meus

Eu te pagaria pra viver
quando o tédio te cegasse
quando a esperança acabasse
quando a voz falhasse

Eu te pagaria pra viver
se isso te saciasse
te mantivesse quente
mas isso não me apetece
não te aquece

Eu te pagaria pra viver
só com minhas ilusões
minhas sensações
se as tuas não fossem tão boas assim

Eu te pagaria pra viver
com a minha vida
nas voltas e idas
que ela dá, quem sabe assim
te encontro no fim
de qualquer estrada por aí

Eu te pagaria pra viver, viver por mim
viver pra mim

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

tired

You've got me here
so what's the next step?
dear
You're out of your mind
you've put me under your reasons
and forgot I'm not your feeling machine
Don't expect me to be you anymore


You're like a poison
so damn wrong, so damn right
you're like a venom
that slowly takes out my life
You're like a toxin
too good to be just fine
My favorite drug, shame you, shame me
I'm tired enough


Another dose and you're numb
Baby you're so done
Ready to go, ready to be , ready to die
remind the glory days and the fights
oh right

Time passed , time's gone
There's no one for you to be holding on
No sir, I won't be your safe place again
Too much to lose, too little to gain

You're like a poison
so damn wrong, so damn right
you're like a venom
that slowly takes out my life
You're like a toxin
too good to be just fine
My favorite drug, shame you, shame me
I'm tired enough

Just tired enough