quinta-feira, 8 de outubro de 2009

sono...

repassei até me esquecer
e lembrar mais uma vez, sem querer
te fiz e refiz, deixei o tempo continuar
seguir por uma linha imaginária
tão perfeita, sem milimetragens

é saudade de sentir o sufoco
contar os dias incontáveis, sem pressa
marcar as horas que já se passaram
quem dera fazer das ilusões
verdades incontestáveis
e dizer que o que pulsa
está vivo, sem confusões

me pego no vazio do passado
aquele que deixei em branco
sem viver, apenas no pensamento
me apego aos erros sentimentais
nos fragmentos em que me agarro
que me desfaço, que me encontro
sempre na sua voz

quem me dera fazer dos sonhos
lembranças para poder lembrar

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